5 Janeiro 2020

1. Tenha um caderno

Pode ser uma agenda velha, um caderno com folhas que sobraram sem uso ou qualquer coisa assim. Anote as coisas importantes que você aprende. Não adianta apenas dar “like” em publicações informativas nas redes sociais, porque os conteúdos se perdem rapidamente em uma enxurrada de postagens. Tenha um espacinho seu, com sua curadoria, e guarde ali o que é importante para você. Releia o que você anotou. Isso é estudar!

 

2. Anote as suas dúvidas

Como você vai aprender algo se não se der conta de que não sabe? Anote suas dúvidas, pesquise, fale com um professor, tire dúvidas em algum curso (pode ser o nosso, o de outro professor que você prefira, algum presencial na sua cidade etc.), enfim, identifique suas dúvidas como um primeiro passo para saná-las.

 

3. Leia Machado de Assis

Se você nunca leu, leia. Se você já leu, releia. Os motivos são inúmeros, mas vou ressaltar alguns: entretenimento (sim, sim, sim), fruição literária, reflexões críticas, expansão de repertório etc. Talvez a leitura seja uma “luta” no início, mas garanto que vale a pena encarar. Se está sem fôlego para leitura e perdeu o hábito, leia contos. Mas leia; não abra mão de conhecer essas obras.

 

4. Estude outra língua

Várias pessoas sofrem com a língua portuguesa por acharem que ela é errada, difícil, defeituosa, ilógica etc. Estudar outra(s) língua(s) ajuda a perceber características que são inerentes a línguas em geral e nos faz olhar de outra maneira para nosso idioma. A ideia de criar o “Português é legal” só surgiu para mim depois de ter aprendido inglês e francês, pois eu passei a entender e admirar características da nossa língua que, antes, passavam despercebidas. “É necessário sair da ilha para ver a ilha”.

 

5. Leia “O conto da ilha desconhecida”, do Saramago

Há diversos motivos para justificar essa sugestão, mas eu privilegiei dois. O primeiro é que eu queria sugerir uma leitura instigante, interessante, bela e curta, que você pudesse fazer agora mesmo, ao final deste texto. O segundo é que acho importante percebermos como pode haver beleza na quebra dos padrões, ou como a subversão das regras pode gerar efeitos inesperados. Isso expande nosso olhar e ajuda a nos tirar da famigerada “caixinha”. Leia aqui

 

6. Escolha um tema para se aprofundar

E escreva sobre ele. Se você não é um estudante e não trabalha com escrita, dificilmente tem oportunidades para escrever textos realmente bons. Para escrever bem, é necessário revisitar seu próprio texto várias vezes, reler, editar, revisar, alterar e assim sucessivamente. Mesmo que escrever não seja uma tarefa que você precise fazer no seu dia a dia, escolha um assunto do seu interesse, leia sobre ele, faça suas próprias reflexões e comprometa-se com a atividade de desenvolver um bom texto desenvolvendo suas ideias (seja um artigo, um ensaio ou o que você preferir). Volte a esse texto diversas vezes buscando termos melhores, sinônimos e construções mais claras. Você vai se sentir mais seguro acerca desse assunto e vai desenvolver importantes habilidades de escrita.

 

7. Pare de repetir que você é péssimo

Como é que seu cérebro vai conseguir fazer algo se você diz pra ele todos os dias que você é incapaz? Não estou dizendo que o pensamento positivo vai transformar sua realidade; não acredito nisso. Estou dizendo que o pensamento negativo pode te manter em uma posição de inércia, pois quem acredita que não vai conseguir nem tenta. Existem vários caminhos para melhorar seus conhecimentos e sua segurança. Se você reler estas dicas ou estes conselhos, pode avaliar quais servem para você. 

 

Bom ano, boas leituras e bons estudos!

Por @carolinajesper

1. Tenha um caderno Pode ser uma agenda velha, um caderno com folhas que sobraram sem uso ou qualquer coisa assim. Anote as coisas importantes que você aprende. Não adianta apenas dar “like” em publicações informativas nas redes sociais, porque os conteúdos se perdem rapidamente em uma enxurrada de postagens. Tenha um espacinho seu, com […]

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Nossa missão é combater o preconceito linguístico e dar dicas sobre o padrão da língua, que todos têm o direito de conhecer.



20 Dezembro 2019

Você precisa de recomendações de gramática? Então assista às dicas da professora Carol.

 

Agora que você já sabe qual pode ser a gramática mais adequada para suas necessidades, clique para pesquisar mais e comprar aquela que escolheu:

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20 Dezembro 2019

O VOLP (que é o vocabulário ortográfico da língua portuguesa) registra RÉVEILLON, com acento, e indica que se trata de um substantivo masculino de origem francesa.

Oficialmente, ainda não há registros de nenhuma forma aportuguesada (como reveion ou reveião).

Além da ortografia, também se discute a necessidade de que a primeira letra seja escrita em caixa alta. Como o Novo Acordo Ortográfico recomenda que nomes de festa sejam escritos com letra inicial maiúscula, devemos preferir “Réveillon” (exemplo: “Onde você costuma passar o Réveillon?”).

Outro detalhe é que, por ser um estrangeirismo usado em sua forma original (sem aportuguesamento), indica-se que o termo seja escrito em itálico (quando possível) ou entre aspas.

O VOLP (que é o vocabulário ortográfico da língua portuguesa) registra RÉVEILLON, com acento, e indica que se trata de um substantivo masculino de origem francesa. Oficialmente, ainda não há registros de nenhuma forma aportuguesada (como reveion ou reveião). Além da ortografia, também se discute a necessidade de que a primeira letra seja escrita em […]

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20 Dezembro 2019

📍COSTA: no singular, refere-se principalmente ao litoral ou beira-mar, mas a palavra também é usada como sinônimo de encosta e ladeira.

📍COSTAS: no plural, refere-se à parte posterior do nosso corpo, dorso, lombo. Aquele estilo de natação feito com a barriga pra cima também recebe esse nome!

 

Com “costas”, toda a concordância deve ser feita no plural. Veja:

👉🏽”Minhas costas doem!”

👉🏽”Passei protetor nas costas, mas mesmo assim elas ficaram muito queimadas.”

 

Já foi corrigido por alguém que perguntou se você tinha mais de uma “costa”? Tsc tsc tsc. 🙄

Uma curiosidade é que, a princípio, a palavra costa (em latim) significava costela. A dor nas costas se referia ao conjunto de costelas. Dizem ser daí que se consagrou o uso no plural.

Agora todo mundo sabe explicar a diferença!

SUPERFÁCIL (tudo junto e sem hífen, lembram?)

Para saber mais sobre esse assunto, assista à explicação do professor Pablo:

📍COSTA: no singular, refere-se principalmente ao litoral ou beira-mar, mas a palavra também é usada como sinônimo de encosta e ladeira. 📍COSTAS: no plural, refere-se à parte posterior do nosso corpo, dorso, lombo. Aquele estilo de natação feito com a barriga pra cima também recebe esse nome!   Com “costas”, toda a concordância deve ser […]

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