19 Maio 2019

Observe as imagens a seguir:

A primeira foto da Lua foi tirada há 180 anos.

A primeira foto, da Lua, foi tirada há 180 anos.

 

O aposto é um termo da oração que se refere a outro, o qual pode estar desempenhando qualquer função sintática, para explicá-lo ou especificá-lo. Aparece sempre separado dos demais termos por vírgulas, travessão ou dois-pontos.
Na primeira frase, o sujeito é “A primeira foto da Lua”, já na segunda, o sujeito é “A primeira foto” e “da Lua” é o aposto do sujeito, que serve para especificá-lo. O aposto, nesse caso, está dando uma informação a mais ao leitor, uma vez que a frase poderia ser, simplesmente: “A primeira foto foi tirada há 180 anos.”

Outros exemplos de aposto:

  • O pai, seu João, adorava pescar. (aposto do sujeito)
  • Ontem, sexta, eu fui dormir cedo. (ap. do adjunto adverbial de tempo)
  • Planejou tudo: viagem, férias, descanso… (ap. do objeto direto)
  • Falei pra Caroline – escritora fantástica – que comentaria o texto dela. (ap. do objeto indireto)
  • Professor exemplar, permitiu que os alunos respondessem à prova em casa. (aposto do sujeito [oculto], nota: o aposto pode vir antes do termo ao qual se refere)
  • Só conseguia pensar em uma coisa: publicar um livro – algo cada vez mais difícil -. (aposto do aposto)

Observe as imagens a seguir: A primeira foto da Lua foi tirada há 180 anos. A primeira foto, da Lua, foi tirada há 180 anos.   O aposto é um termo da oração que se refere a outro, o qual pode estar desempenhando qualquer função sintática, para explicá-lo ou especificá-lo. Aparece sempre separado dos demais […]

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Léo Ottesen é escritor, poeta e professor de escrita criativa.



19 Maio 2019
O VOLP (que é o vocabulário ortográfico da língua portuguesa) registra RÉVEILLON, com acento, e indica que se trata de um substantivo masculino de origem francesa.
Oficialmente, ainda não há registros de nenhuma forma aportuguesada (como reveion ou reveião).
Além da ortografia, também se discute a necessidade de que a primeira letra seja escrita em caixa alta. Como o Novo Acordo Ortográfico recomenda que nomes de festa sejam escritos com letra inicial maiúscula, devemos preferir “Réveillon” (exemplo: “Onde você costuma passar o Réveillon?”).
Outro detalhe é que, por ser um estrangeirismo usado em sua forma original (sem aportuguesamento), indica-se que o termo seja escrito em itálico (quando possível) ou entre aspas.
E você, como escreve?

O VOLP (que é o vocabulário ortográfico da língua portuguesa) registra RÉVEILLON, com acento, e indica que se trata de um substantivo masculino de origem francesa. Oficialmente, ainda não há registros de nenhuma forma aportuguesada (como reveion ou reveião). Além da ortografia, também se discute a necessidade de que a primeira letra seja escrita em […]

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Nossa missão é combater o preconceito linguístico e dar dicas sobre o padrão da língua, que todos têm o direito de conhecer.



19 Maio 2019
Saiu a francesa = a francesa saiu = uma mulher nascida na França foi embora.
Saiu à francesa = saiu de fininho, saiu discretamente, saiu sem se despedir.
“À francesa” é uma expressão que indica o MODO como algo aconteceu. Quando essas expressões trazem palavras femininas, são precedidas de “A” craseado. Outros exemplos são: à beça, à beira, às claras, às vésperas etc.
Em outras postagens deste site, você encontra várias informações sobre o uso da crase.
Para dominar esse assunto e tirar suas dúvidas diretamente com os professores, acesse www.portuguespravida.com.br.

Saiu a francesa = a francesa saiu = uma mulher nascida na França foi embora. Saiu à francesa = saiu de fininho, saiu discretamente, saiu sem se despedir. “À francesa” é uma expressão que indica o MODO como algo aconteceu. Quando essas expressões trazem palavras femininas, são precedidas de “A” craseado. Outros exemplos são: à […]

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19 Maio 2019

Várias gramáticas trazem informações acerca do uso associado do ponto de exclamação e do ponto de interrogação.

A ordem mais comum é ?!, mas em algumas gramáticas também vemos !?. O critério para escolher entre essas opções depende do efeito que se espera expressar.

Se nossa frase for majoritariamente INTERROGATIVA, podemos iniciar com interrogação e acrescentar uma exclamação para indicar admiração ou surpresa.

Podemos usar em frases como “O que você está fazendo aqui?!” ou simplesmente “Você por aqui?!”. Esse uso também é comum para expressar dúvida e espanto: “Quê?!”.

Podemos até mesmo repetir um sinal diante de uma besteira muito grande, por exemplo: “Hein?!!”.

Por outro lado, se a frase for majoritariamente EXCLAMATIVA, podemos iniciar com exclamação e acrescentar uma interrogação para indicar dúvida ou estranhamento. Esse uso é menos comum (e algumas gramáticas nem mesmo o mencionam), mas também é possível, sim.

IMPORTANTE: Combinar sinais diferentes implica o aumento da CARGA EMOTIVA do texto. Portanto, não é qualquer tipo de texto que admite esse uso (afinal, há contextos em que, em geral, a emoção e a subjetividade devem ficar de fora, como notícias ou dissertações, por exemplo). Já em conversas ou gêneros mais informais (como as histórias em quadrinhos), esse recurso é bem-vindo!

Falamos mais sobre as peculiaridades do uso da pontuação no nosso curso on-line. Se você quer assistir às aulas e ter a possibilidade de tirar dúvidas conosco por dois anos, acesse www.portuguespravida.com.br.

Várias gramáticas trazem informações acerca do uso associado do ponto de exclamação e do ponto de interrogação. A ordem mais comum é ?!, mas em algumas gramáticas também vemos !?. O critério para escolher entre essas opções depende do efeito que se espera expressar. Se nossa frase for majoritariamente INTERROGATIVA, podemos iniciar com interrogação e […]

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