Português é legal




26 Março 2018

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Resultado: 30/03/2018

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Nossa missão é combater o preconceito linguístico e dar dicas sobre o padrão da língua, que todos têm o direito de conhecer.



6 Março 2018

Leitura de imagem sempre requer atenção aos detalhes e persistência!

Analise com calma antes de ler a resposta.

desafio apito treinador menino tênis sapato matemática

 

A resposta do desafio é…
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ONZE!
Errou? Vamos às explicações!
LINHA 1: pode-se deduzir que cada par de sapatos vale 10 (ou que cada pé sozinho vale 5).
LINHA 2: se o par de sapatos vale 10, cada homem COM APITO NO PESCOÇO vale 5.
LINHA 3: Se o homem com apito vale 5, sobram 8 para os dois PARES de apito (repare que na linha 3 o apito vem em pares, enquanto na linha 4 ele aparece sozinho). Portanto, cada apito vale 2.
LINHA 4: Já sabemos que um sapato vale 5. Se o homem com apito vale 5 e cada apito vale 2, o HOMEM SEM APITO no pescoço vale 3. A última pegadinha da linha 4 é que aparece uma multiplicação no final (você reparou ou apenas saiu somando no modo automático?). Aqui a gente extrapola a análise da imagem, porque é necessário um conhecimento prévio de matemática: nas equações, devemos resolver multiplicações e divisões antes de somas e subtrações, mesmo não havendo parênteses! Por isso, a conta final seria:
5 + 3 x 2 = x
5 + 6 = x
11 = x
São muitos detalhes, né?
E você, notou essas sutilezas na imagem (homem com apito ou sem apito, por exemplo)?
Tanto com textos verbais como com textos não verbais, é normal a gente se apressar e pular para as conclusões, mas não deveríamos. Tirar conclusões durante uma leitura requer necessariamente a RELEITURA, reanálise, movimentos de ir e vir, paciência, reflexão, reconsideração…
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4 Janeiro 2018
A perca
[Martha Medeiros]


Da série “só acontece comigo”: estava parada num sinal da Avenida Ipiranga quando um carro encostou ao lado do meu. A motorista abriu a janela e pediu para eu abrir a minha. Era uma moça simpática que me perguntou: “Martha, o certo é dizer perda ou perca?”.“Hãn?”

“É perda de tempo ou perca de tempo? Como se diz?”

A pergunta era tão inusitada para a hora e o local, tão surpreendente, vinda de alguém que eu não conhecia, que me deu um branco: por um milésimo de segundo eu não soube o que responder. Perca de tempo, isso existe? Então o sinal abriu, os carros da frente começaram a engatar a primeira, eu olhei para ela e disse: “É perda de tempo”.

Ela sorriu em agradecimento e foi em frente. Meu carro ainda ficou um tempo parado. Eu parada no tempo. Perca de tempo.

Dei uma risada e segui meu rumo também.

Se alguém te diz “não perca tempo”, e todos te dizem isso o tempo todo, como não confundir? Tantos confundem. São coagidos a tal.

E, cá entre nós, a “perca” parece mais amena do que a perda.

A perca de um amor é quase tão corriqueira como a perca do capítulo da novela. A perca é feira livre. A perca é festiva. A perca é música popular.

Já a perda é sinfonia de Beethoven.

A perca acontece no verão. A perca de uma cadeirinha de praia, a perca de um palito premiado de picolé.

As perdas acontecem no inverno.

A perca é simplória, a perca é distraída, a perca é provisória, logo, logo reencontrarão o que está faltando.

A perda é para sempre.

As percas reinventam o vocabulário e seu sentido, não são graves, as percas são imperfeições perdoáveis, as percas são inocentes.

As perdas são catastróficas, nada têm de folclóricas.

A perca é um erro gramatical, e apenas esse erro ela contém. De resto, não faz mal a ninguém.

A perda é um acerto gramatical, mas só esse acerto ela contém. De resto, é brutal.

Se eu pudesse voltar no tempo, reconstituiria a cena de outra forma:

“Martha, é perda de tempo ou perca de tempo? Como é que se diz?”

“O correto é dizer perda, mas é muito solene. Perca dói menos por ser mais trivial”.

A perca [Martha Medeiros] Da série “só acontece comigo”: estava parada num sinal da Avenida Ipiranga quando um carro encostou ao lado do meu. A motorista abriu a janela e pediu para eu abrir a minha. Era uma moça simpática que me perguntou: “Martha, o certo é dizer perda ou perca?”.“Hãn?” “É perda de tempo […]

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29 Dezembro 2017

BEBEDOURO é o nome daquele aparelho com água encanada com um pequeno jato. É, portanto, o lugar onde se bebe água.

O sufixo DOURO tem origem latina e costuma indicar um lugar onde se realiza uma determinada ação. Outros exemplos seriam COMEDOURO (lugar ou recipiente onde os animais se alimentam), SUMIDOURO (abertura por onde algo se escoa ou some), MIRADOURO (o mesmo que mirante; lugar de onde se observa algo) e MATADOURO (lugar onde gados são abatidos).

Outro sufixo que também tem ideia de lugar é TÓRIO, como sanatório, escritório, refeitório, consultório etc.

A palavra BEBEDOR indica aquele que bebe. O sufixo DOR costuma expressar o agente de uma ação, como em narrador, mobilizador, lavrador, mediador, pacificador, coordenador, provedor, caçador, predador, vencedor, consumidor, traidor, orientador, morador etc.

No entanto, a troca de sufixos é comum na língua popular. Por exemplo: o ESCORREGADOR não é a pessoa que escorrega e sim o lugar onde se escorrega. O CORREDOR pode não ser somente a pessoa que corre, mas também um lugar estreito em casas e prédios. Ou seja, nem sempre a fronteira semântica é tão rígida assim.

BEBEDOURO é o nome daquele aparelho com água encanada com um pequeno jato. É, portanto, o lugar onde se bebe água. O sufixo DOURO tem origem latina e costuma indicar um lugar onde se realiza uma determinada ação. Outros exemplos seriam COMEDOURO (lugar ou recipiente onde os animais se alimentam), SUMIDOURO (abertura por onde algo […]

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