19 Maio 2019
Saiu a francesa = a francesa saiu = uma mulher nascida na França foi embora.
Saiu à francesa = saiu de fininho, saiu discretamente, saiu sem se despedir.
“À francesa” é uma expressão que indica o MODO como algo aconteceu. Quando essas expressões trazem palavras femininas, são precedidas de “A” craseado. Outros exemplos são: à beça, à beira, às claras, às vésperas etc.
Em outras postagens deste site, você encontra várias informações sobre o uso da crase.
Para dominar esse assunto e tirar suas dúvidas diretamente com os professores, acesse www.portuguespravida.com.br.

Saiu a francesa = a francesa saiu = uma mulher nascida na França foi embora. Saiu à francesa = saiu de fininho, saiu discretamente, saiu sem se despedir. “À francesa” é uma expressão que indica o MODO como algo aconteceu. Quando essas expressões trazem palavras femininas, são precedidas de “A” craseado. Outros exemplos são: à […]

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19 Maio 2019

Várias gramáticas trazem informações acerca do uso associado do ponto de exclamação e do ponto de interrogação.

A ordem mais comum é ?!, mas em algumas gramáticas também vemos !?. O critério para escolher entre essas opções depende do efeito que se espera expressar.

Se nossa frase for majoritariamente INTERROGATIVA, podemos iniciar com interrogação e acrescentar uma exclamação para indicar admiração ou surpresa.

Podemos usar em frases como “O que você está fazendo aqui?!” ou simplesmente “Você por aqui?!”. Esse uso também é comum para expressar dúvida e espanto: “Quê?!”.

Podemos até mesmo repetir um sinal diante de uma besteira muito grande, por exemplo: “Hein?!!”.

Por outro lado, se a frase for majoritariamente EXCLAMATIVA, podemos iniciar com exclamação e acrescentar uma interrogação para indicar dúvida ou estranhamento. Esse uso é menos comum (e algumas gramáticas nem mesmo o mencionam), mas também é possível, sim.

IMPORTANTE: Combinar sinais diferentes implica o aumento da CARGA EMOTIVA do texto. Portanto, não é qualquer tipo de texto que admite esse uso (afinal, há contextos em que, em geral, a emoção e a subjetividade devem ficar de fora, como notícias ou dissertações, por exemplo). Já em conversas ou gêneros mais informais (como as histórias em quadrinhos), esse recurso é bem-vindo!

Falamos mais sobre as peculiaridades do uso da pontuação no nosso curso on-line. Se você quer assistir às aulas e ter a possibilidade de tirar dúvidas conosco por dois anos, acesse www.portuguespravida.com.br.

Várias gramáticas trazem informações acerca do uso associado do ponto de exclamação e do ponto de interrogação. A ordem mais comum é ?!, mas em algumas gramáticas também vemos !?. O critério para escolher entre essas opções depende do efeito que se espera expressar. Se nossa frase for majoritariamente INTERROGATIVA, podemos iniciar com interrogação e […]

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19 Maio 2019

Um leitor pergunta se é errado falar ou escrever “Bom dia a todos e a todas”.

Que pergunta interessante! Vamos analisar?

Dizer “Bom dia a todos” seria suficiente para incluir homens e mulheres, uma vez que a língua portuguesa se vale da forma masculina como o uso “neutro” que abrange elementos de gêneros distintos. Desse modo, “todos e todas” pode ser considerado uma redundância (ou pleonasmo) de fato.

No entanto, pergunto: o EFEITO DE SENTIDO é o mesmo quando o falante faz questão de explicitar o “todas”, com o gênero feminino, que não costuma ser marcado? CLARO QUE NÃO! Quem decide usar “todos e todas” sabe que não seria necessário, mas ESCOLHE fazê-lo. Em sociedades nas quais mulheres não foram consideradas interlocutoras por muito tempo, esse esforço do falante de ressaltar que se dirige também a elas é compreensível.

Recapitulando:
Dizer somente “Bom dia a todos” é suficiente? SIM.
Incluir “todos e todas” é errado? NÃO.
É necessário? NÃO.
Dá na mesma? NÃO.
Explicita um desejo do falante de ser inclusivo? SIM.

É só isso.
Você pode escolher como prefere falar, ok? Só não diga por aí que a redundância é idiota ou inútil, porque ela vem CARREGADA de sentidos e intenções inegáveis.

🌟
Como vocês têm notado com nossas postagens sobre vírgula e crase, pequenas mudanças provocam grandes impactos para o sentido. É fundamental não desprezar isso.

 

Um leitor pergunta se é errado falar ou escrever “Bom dia a todos e a todas”. Que pergunta interessante! Vamos analisar? Dizer “Bom dia a todos” seria suficiente para incluir homens e mulheres, uma vez que a língua portuguesa se vale da forma masculina como o uso “neutro” que abrange elementos de gêneros distintos. Desse […]

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19 Maio 2019
Muita gente diz que esse sinal cria “uma pausa maior que a vírgula e menor que o ponto”, mas isso parece subjetivo, não? Vamos aos fatos:
1. Para separar itens enumerados em listas.
Exemplo:
“Alguns objetivos do curso são:
• preparar os alunos para a profissão;
• apresentar conhecimentos embasados;
• ampliar chances de inserção no mercado de trabalho.”
2. Para dividir frases longas que já serão subdivididas por vírgulas.
Exemplo:
“O abuso do medicamento pode gerar duas consequências: a primeira, de caráter físico, é uma redução dos efeitos; a segunda, de natureza social, é a falta dele no mercado.”
3. Quando houver omissão de um verbo e mudança de sujeito.
Exemplos:
“Prefiro verão; minha mãe, inverno; meu pai, outono.”
“A cidade está movimentada; as ruas, barulhentas.”
4. Quando quisermos prolongar as pausas das conjunções adversativas.
Exemplo:
“Gosto de você; contudo, fiquei ofendido com seu comentário.”
5. Para separar orações quando, no meio da frase, um verbo anteceder uma conjunção.
Exemplo:
“Planejei comprar todos as frutas na feira; encontrei, porém, somente algumas.”
Por hoje é só!
Espero que tenham gostado!
Mudando de assunto: O Português é legal acaba de lançar um curso de gramática completinho para quem quer se atualizar. Você pode saber mais clicando aqui: www.portuguespravida.com.br

Muita gente diz que esse sinal cria “uma pausa maior que a vírgula e menor que o ponto”, mas isso parece subjetivo, não? Vamos aos fatos: 1. Para separar itens enumerados em listas. Exemplo: “Alguns objetivos do curso são: • preparar os alunos para a profissão; • apresentar conhecimentos embasados; • ampliar chances de inserção […]

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