25 Janeiro 2022

Oficialmente, recomenda-se que os nomes próprios respeitem as normas ortográficas da língua portuguesa. Na prática, vemos muitos nomes que não seguem, por exemplo, nem mesmo as regras de acentuação (nomes comuns, como “Taís”, “Laís”, Pâmela”, “Túlio” etc. são frequentemente escritos sem acentuação, e isso não interfere no modo como são pronunciados).

Os cartórios brasileiros registram composições muito criativas, feitas com estratégias variadas (aportuguesamento de nomes estrangeiros, mistura de nomes dos pais, uso decorativo de letras como Y, W, K, H, apropriação de substantivos de outras áreas etc.).

Como esse assunto gera muitas dúvidas, quero dar uma resposta para algumas perguntas frequentes que vocês enviam:

“Meu nome é Andréia, com acento, mas a nova ortografia recomenda que não se use acento, como na palavra ‘ideia’. Devo alterar meu nome?”
Não é necessário. O que vale é a forma como ele foi registrado.

“Gostaria de nomear meu filho com uma combinação do meu nome e do meu marido. Posso fazer isso?”
No Brasil, sim. Os cartórios devem desaconselhar apenas os nomes que possam gerar constrangimento para a criança futuramente, mas não há uma lista de nomes permitidos/proibidos (como existe em Portugal, por exemplo).

“Estou grávida e não sei se o nome que escolhi deve ter acento ou não. Devo procurar um professor de português?”
É uma opção dos pais seguir ou não as regras ortográficas da língua. Essa é uma possibilidade, mas os cartórios farão o registro independentemente desse critério.

O que eu considero mais importante que seguir regras ortográficas é garantir a escolha de um nome que não exponha a criança ao ridículo e não a obrigue a lidar com problemas no futuro. Ao mesmo tempo, muitas pessoas que têm nomes singulares apreciam isso, então a escolha requer reflexão e bom-senso dos pais. (Ei! O “hífen” em “bom-senso” não é consensual, viu? Polêmicas da língua…)

E você, tem dúvidas sobre esse assunto? Também tem um nome “diferentão”?

Veja um vídeo bem completo sobre o assunto:

Oficialmente, recomenda-se que os nomes próprios respeitem as normas ortográficas da língua portuguesa. Na prática, vemos muitos nomes que não seguem, por exemplo, nem mesmo as regras de acentuação (nomes comuns, como “Taís”, “Laís”, Pâmela”, “Túlio” etc. são frequentemente escritos sem acentuação, e isso não interfere no modo como são pronunciados).

Os cartórios brasileiros registram composições muito criativas, feitas com estratégias variadas (aportuguesamento de nomes estrangeiros, mistura de nomes dos pais, uso decorativo de letras como Y, W, K, H, apropriação de substantivos de outras áreas etc.).

Como esse assunto gera muitas dúvidas, quero dar uma resposta para algumas perguntas frequentes que vocês enviam:

“Meu nome é Andréia, com acento, mas a nova ortografia recomenda que não se use acento, como na palavra ‘ideia’. Devo alterar meu nome?”
Não é necessário. O que vale é a forma como ele foi registrado.

“Gostaria de nomear meu filho com uma combinação do meu nome e do meu marido. Posso fazer isso?”
No Brasil, sim. Os cartórios devem desaconselhar apenas os nomes que possam gerar constrangimento para a criança futuramente, mas não há uma lista de nomes permitidos/proibidos (como existe em Portugal, por exemplo).

“Estou grávida e não sei se o nome que escolhi deve ter acento ou não. Devo procurar um professor de português?”
É uma opção dos pais seguir ou não as regras ortográficas da língua. Essa é uma possibilidade, mas os cartórios farão o registro independentemente desse critério.

O que eu considero mais importante que seguir regras ortográficas é garantir a escolha de um nome que não exponha a criança ao ridículo e não a obrigue a lidar com problemas no futuro. Ao mesmo tempo, muitas pessoas que têm nomes singulares apreciam isso, então a escolha requer reflexão e bom-senso dos pais. (Ei! O “hífen” em “bom-senso” não é consensual, viu? Polêmicas da língua…)

E você, tem dúvidas sobre esse assunto? Também tem um nome “diferentão”?

Veja um vídeo bem completo sobre o assunto:

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