25 Abril 2014

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“Isso não significa dizer que a norma culta não é relevante ou que não precisa ser ensinada. Significa apenas que as normas não cultas não são o que sempre se disse delas. E elas mereceriam não ser objeto de preconceito.

A leitura de um ou dois capítulos de qualquer manual de linguística poderia fazer com que todos se convencessem de que estivemos equivocados durante séculos em relação a conceitos como ‘falar errado’. Para combater esse preconceito, basta um pouco de informação.”

[Sírio Possenti]

  “Isso não significa dizer que a norma culta não é relevante ou que não precisa ser ensinada. Significa apenas que as normas não cultas não são o que sempre se disse delas. E elas mereceriam não ser objeto de preconceito. A leitura de um ou dois capítulos de qualquer manual de linguística poderia fazer com […]

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Nossa missão é combater o preconceito linguístico e dar dicas sobre o padrão da língua, que todos têm o direito de conhecer.



27 Fevereiro 2014

Escrevemos algumas informações sobre a forma como vemos nosso curso e as pessoas da área. Discorda? Comente aí!

1. Acordar transformados em “professor Pasquale” não é exatamente nosso sonho

Pouca gente sabe, mas por muitos anos o professor Pasquale teve uma “abordagem” no ensino da gramática que não era muito bem vista em alguns cursos de Letras, por destoar de visões mais recentes sobre o estudo de línguas. Ele e seus seguidores costumavam passar a ideia de que só existe uma maneira certa de falar, o que costuma gerar uma visão preconceituosa sobre os falantes. Com os avanços dos estudos na área de Linguística, a visão sobre língua e seu ensino foi ficando distante da ideia de que só existe uma gramática aceita. Por isso, apesar de sermos colegas de área, ele não é nosso maior ídolo.

2. Adoramos ganhar livros de presente, mas…

Costumamos ser mais seletivos que a média. Por isso, mesmo que haja no momento um título-sucesso-de-vendas-traduzido-para-74-idiomas, convém pensar duas vezes antes de comprá-lo para alguém da área de Letras. Em geral, quanto mais uma pessoa lê, mais “chata” ela fica com seus hábitos de leitura. Isso não quer dizer que ela não goste de best-sellers, nem que só leia clássicos, mas pode significar que ela já tem critérios mais específicos acerca do tipo de livro que gosta de ler. Por isso, tente saber quais são os autores, temas e/ou estilos favoritos do seu presenteado.

3. Não ficamos procurando erros gramaticais quando os outros falam

Ninguém precisa se sentir inibido ou com medo de “cometer erros” perto de alguém formado em Letras. Ao contrário do que muita gente pensa, os primeiros anos de estudos na área costumam tornar os alunos mais tolerantes com as várias formas de falar e mais interessados em compreender esses falares. Não somos fiscais da gramática! Quem entra na graduação esperando passar 4 ou 5 anos estudando gramática loucamente pode levar um susto ao conhecer o currículo do curso. Portanto, pessoas de outras áreas: libertem-se. Não vamos reparar no modo como vocês falam e muito menos corrigir vocês em situações constrangedoras. (Se você quer saber quando achamos ou não coerente corrigir alguém, veja: desenhamos aqui.) Essa nova postura foi, para nós, influência dos estudos de Linguística. A Linguística está para a Letras assim como o brigadeiro está para uma festa de aniversário de criança: se não tiver, vai fazer falta.

4. Ser professor não é nossa única opção

Mas é uma ótima opção. O primeiro passo para valorizar a profissão do professor não é aumentar seu salário, mas sim reconhecer o papel fundamental que ele tem. Por isso, a próxima vez que o caçula da família anunciar que quer estudar Letras, evite comentários como “Mas você é tão inteligente!”, “Mas sua nota daria pra fazer Medicina!”, “Mas você vai ser professor?”. Em vez disso, sugerimos algumas opções: “Que sorte dos alunos que terão você como professor!”, “Que bom pra educação do país!”. Isso tudo é verdade, mas também é verdade que quem faz Letras não é obrigado a ser professor. Pode ser tradutor, revisor, editor, escritor, consultor, redator, intérprete, repórter, empresário, pode trabalhar em banco, no comércio, em áreas administrativas, etc. Tão importante quanto clamar que os professores precisam ter boa formação é respeitar e incentivar quem escolhe esse caminho.

Para saber mais sobre nosso projeto, clique aqui ou acesse:       

 

Escrevemos algumas informações sobre a forma como vemos nosso curso e as pessoas da área. Discorda? Comente aí! 1. Acordar transformados em “professor Pasquale” não é exatamente nosso sonho Pouca gente sabe, mas por muitos anos o professor Pasquale teve uma “abordagem” no ensino da gramática que não era muito bem vista em alguns cursos […]

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27 Dezembro 2013


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27 Dezembro 2013

 

portugueselegalcitacao

Fonte: http://www.youtube.com/watch?v=ImQa0t_qVm4

  Fonte: http://www.youtube.com/watch?v=ImQa0t_qVm4

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