11 Dezembro 2019

Vem que eu vou contar tudinho sobre esse assunto!

A informação é verdadeira e se deve ao fato de que os romanos dedicaram cada dia da semana a uma divindade de sua mitologia, na seguinte sequência: deus Sol, deusa Lua, Marte (deus da guerra), Mercúrio (deus da eloquência e do comércio), Júpiter (deus do raio e do trovão), Vênus (deusa do amor) e Saturno (deus do tempo).

 

Essas divindades eram representadas pelos astros que os romanos conseguiam ver. E esse sistema de nomenclaturas foi seguido por praticamente todas as línguas europeias. Veja:
Espanhol: lunes, martes, miércoles, jueves, viernes, sábado, domingo.⁣⁣
Francês: lundi, mardi, mercredi, jeudi, vendredi, samedi, dimanche.⁣⁣
Italiano: lunedì, martedì, mercoledì, giovedì, venerdì, sabato, domenica.⁣⁣
Porém, como os dias eram consagrados a divindades “pagãs”, os cristãos romanos não aceitaram essa forma de nomeá-los. Na região oeste da Península Ibérica, hoje Portugal, um arcebispo condenava o sistema de “nomearem por ‘demônios’ os dias que Deus fez”. Assim, adotaram um sistema enumerativo:
Prima feria (domingo)
Secunda feria (segunda-feira)
Tertia feria (terça-feira)
Quarta feria (quarta-feira)
Quinta feria (quinta-feira)
Sexta feria (sexta-feira)
Eles mantiveram somente o nome do último dia da semana: o sabbatum, que vem do Shabbat judeu.
Em 321 d.C., o imperador romano Constantino I trocou a denominação do primeiro dia (Prima Feria) por Dies Dominicus (“Dia do Senhor”), considerando que esse foi o dia da ressurreição de Cristo. É daí que surgiu o nosso “domingo”.
Bom, a Igreja Católica não queria ficar sozinha nessa e conduziu uma vigorosa campanha – por séculos – para que todos os idiomas adotassem o sistema enumerativo, mas não adiantou: a língua portuguesa é a única língua românica em que o nome dos planetas foi de fato substituído pelos numerais.
O uso de “feria” (que se tornou “feira” em português) ainda é controverso, pois em latim esse termo significa “dia de descanso; férias”. Há varias hipóteses diferentes para explicá-lo. Estas estão entre as mais populares:
• A ordem do bispo valia apenas para os dias da Semana Santa, em que se recomenda o descanso para os cristãos. Depois é que a nomenclatura acabou sendo estendida para o ano inteiro.
• Para alguns estudiosos, “feria” está relacionada a “ferre” (levar). Esse seria o dia de levar o gado e os frutos da terra para vender no mercado (mais tarde, feira), o que era considerado um dia de descanso, já que o trabalho real consistia em lidar com a terra.
Hoje, os dias que levam “feira” são os dias de trabalho, mas, no plural, o termo “feria” indica justamente o período de descanso (férias).
Fonte: livro “A origem curiosa das palavras”, de Márcio Bueno.

Vem que eu vou contar tudinho sobre esse assunto! A informação é verdadeira e se deve ao fato de que os romanos dedicaram cada dia da semana a uma divindade de sua mitologia, na seguinte sequência: deus Sol, deusa Lua, Marte (deus da guerra), Mercúrio (deus da eloquência e do comércio), Júpiter (deus do raio […]

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Nossa missão é combater o preconceito linguístico e dar dicas sobre o padrão da língua, que todos têm o direito de conhecer.



19 Maio 2019

SOB e SOBRE têm significados opostos. SOB pode ter ideia de: posição inferior, subordinado, embaixo (“passei o dia SOB o sol”).

Já SOBRE pode ter ideia de um posição superior ou em cima (“esqueci os documentos sobre a pia”), além de outros sentidos.

Vejam exemplos com o uso de SOB:

Não aceito desrespeito sob meu teto!
Aquela família vive sob o viaduto há dois anos.
Não gosto de tomar decisões sob pressão.
O restaurante está sob nova direção.
As crianças ficarão sob minha responsabilidade. (Ou seja, subordinadas aos meus cuidados)
Vamos nos mudar e vai ficar tudo sob controle.
O anel caiu sob a cama.

Vejam exemplos com o uso de SOBRE:

Meu gato gosta de passar o dia sobre o muro.
Que muitas bênçãos caiam sobre vocês!
Esqueci meus óculos sobre a mesa do consultório.
A banda gravou um lindo clipe voando sobre o mar.
Para chegar lá, vocês terão de caminhar sobre as pedras por duas horas.

Se você TINHA dúvidas a respeito do uso de SOBRE e SOB, comente aqui. 🙂

SOB e SOBRE têm significados opostos. SOB pode ter ideia de: posição inferior, subordinado, embaixo (“passei o dia SOB o sol”). Já SOBRE pode ter ideia de um posição superior ou em cima (“esqueci os documentos sobre a pia”), além de outros sentidos. Vejam exemplos com o uso de SOB: Não aceito desrespeito sob meu […]

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19 Maio 2019

O pleonasmo é uma figura de linguagem que consiste na repetição de uma ideia por termos diferentes, a fim de dar ênfase ao que é dito. Assim, da mesma forma que outras figuras, tais como: metáfora, metonímia, eufemismo, ironia etc., o pleonasmo tem uma função específica na comunicação.

O que é comum ocorrer, contudo, é a demonização dessa figura de linguagem, uma vez que existe o que se chama de pleonasmo vicioso: quando a repetição é um vício de linguagem e não serve a um efeito de sentido. Por exemplo: “Ele entrou dentro do carro” pode ser considerado vício de linguagem, já que “entrar” é, por definição, “mover-se para dentro”. O “dentro”, nesse caso, dá uma ênfase desnecessária e a frase poderia ser simplesmente: “Ele entrou no carro.”

Porém, talvez por medo de cometer o pleonasmo vicioso, muitas pessoas evitam e julgam erradas as falas que fazem uso do pleonasmo; o que é um grande equívoco. Vamos agora às explicações sobre os casos apresentados.

 

LÓGICA (não ocorre pleonasmo)

Resultado final: durante um processo, pode haver vários resultados, já que vêm do verbo “resultar”: fazer surtir efeito ou proporcionar consequência. Assim, por exemplo: “Eu inventei de tentar fazer bolinhos de chuva e errei tudo, mas o resultado final foi razoável.” No contexto da frase, houve vários resultados desastrosos, mas, por fim, o narrador foi capaz de fazer bolinhos bons, esse foi o resultado final.

 

Conviver junto: a definição de “conviver” é “viver junto”, então o segundo termo é redundante. Só que, em determinadas situações, essa expressão faz todo sentido e é até necessária. Vejamos: uma família convive, certo? Agora, dado um terreno com três casas, onde em cada casa vive uma família… Essas famílias convivem junto. Simples.

 

INTENSIFICAÇÃO (ocorre pleonasmo não vicioso)

Entrar pra dentro: imagine que está lendo um livro e aparece a cena de uma criança brincando na rua, jogando bola com os amigos. Por acidente, ela chuta uma pedra em vez da bola e se põe a chorar aos berros. A mãe sai de casa e grita “Filho, entra agora!” Então imagine a mesma cena, mas a mãe grita “Filho, entra pra dentro agora!” Qual das duas frases dá mais medo porque ocorre com mais intensidade? Pois então, aqui existe a figura de linguagem do pleonasmo.

Subir pra cima: filme de terror, monstros tentam invadir uma casa, a família está reunida na sala, o pai olha pro filho e diz: “Sobe lá pra cima.” Já sabemos que a casa tem mais de um andar e o pai quer que a criança se esconda no andar superior. Mesma cena, o pai diz “Sobe.” O filho de seis anos, sem entender, sobe no sofá.

 

Para saber mais, assista:

 

O pleonasmo é uma figura de linguagem que consiste na repetição de uma ideia por termos diferentes, a fim de dar ênfase ao que é dito. Assim, da mesma forma que outras figuras, tais como: metáfora, metonímia, eufemismo, ironia etc., o pleonasmo tem uma função específica na comunicação. O que é comum ocorrer, contudo, é […]

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Léo Ottesen é escritor, poeta e professor de escrita criativa.



19 Maio 2019

Observe as imagens a seguir:

A primeira foto da Lua foi tirada há 180 anos.

A primeira foto, da Lua, foi tirada há 180 anos.

 

O aposto é um termo da oração que se refere a outro, o qual pode estar desempenhando qualquer função sintática, para explicá-lo ou especificá-lo. Aparece sempre separado dos demais termos por vírgulas, travessão ou dois-pontos.
Na primeira frase, o sujeito é “A primeira foto da Lua”, já na segunda, o sujeito é “A primeira foto” e “da Lua” é o aposto do sujeito, que serve para especificá-lo. O aposto, nesse caso, está dando uma informação a mais ao leitor, uma vez que a frase poderia ser, simplesmente: “A primeira foto foi tirada há 180 anos.”

Outros exemplos de aposto:

  • O pai, seu João, adorava pescar. (aposto do sujeito)
  • Ontem, sexta, eu fui dormir cedo. (ap. do adjunto adverbial de tempo)
  • Planejou tudo: viagem, férias, descanso… (ap. do objeto direto)
  • Falei pra Caroline – escritora fantástica – que comentaria o texto dela. (ap. do objeto indireto)
  • Professor exemplar, permitiu que os alunos respondessem à prova em casa. (aposto do sujeito [oculto], nota: o aposto pode vir antes do termo ao qual se refere)
  • Só conseguia pensar em uma coisa: publicar um livro – algo cada vez mais difícil -. (aposto do aposto)

Observe as imagens a seguir: A primeira foto da Lua foi tirada há 180 anos. A primeira foto, da Lua, foi tirada há 180 anos.   O aposto é um termo da oração que se refere a outro, o qual pode estar desempenhando qualquer função sintática, para explicá-lo ou especificá-lo. Aparece sempre separado dos demais […]

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Léo Ottesen é escritor, poeta e professor de escrita criativa.