13 Março 2017

Muitos dicionários definem a ironia como uma figura por meio da qual dizemos o contrário daquilo que realmente pretendemos expressar. No entanto, essa característica não é suficiente para ensinar alguém a ser irônico, principalmente por escrito, quando não contamos com o recurso da entonação. Neste vídeo, Carol ensina outros aspectos para quem quer ser irônico por escrito. Assistam e se inscrevam em nosso canal!

 

Muitos dicionários definem a ironia como uma figura por meio da qual dizemos o contrário daquilo que realmente pretendemos expressar. No entanto, essa característica não é suficiente para ensinar alguém a ser irônico, principalmente por escrito, quando não contamos com o recurso da entonação. Neste vídeo, Carol ensina outros aspectos para quem quer ser irônico […]

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Nossa missão é combater o preconceito linguístico e dar dicas sobre o padrão da língua, que todos têm o direito de conhecer.



28 Outubro 2016

Chamamos de “língua morta” aquelas que não têm mais falantes nativos e que não são aprendidas por crianças naturalmente, mas que podem ser estudadas por estarem registradas em documentos! Se não houver registro, a língua não é considerada morta e sim extinta.

Algumas línguas mortas são o latim, o sânscrito, o chinês antigo, o grego antigo, o etrusco e o sumério.

Essas informações são de uma matéria da revista Mundo Estranho (novembro 2016), escrita pelo repórter Lucas Baptista. Foi essa matéria que inspirou esta postagem.

O português brasileiro pode morrer? Claro que, algum dia, sim, mas não é o que está acontecendo no momento. Aliás, devido ao grande número de falantes, nossa língua tem crescido mais e mais. Há até alguns portugueses que não ficam muito felizes com isso, pois sentem que o português europeu pode estar ameaçado. De todo modo, mesmo países onde se estuda o português europeu, como Moçambique e Angola, têm incorporado muito do português brasileiro, principalmente por meio de nossas novelas que são exibidas lá.

Se você está se perguntando se os “erros” dos brasileiros podem “assassinar” nossa língua, respondo: NÃO. A língua muda mesmo, e muito do que consideramos certo hoje já foi considerado errado. Comparando o português que usamos atualmente com o português de 100 anos atrás, é possível que aqueles falantes lamentassem as mudanças. Mas, do mesmo modo, comparando a forma como eles falavam o português de 200 anos atrás, as diferenças também seriam gritantes. Portanto, não são as mudanças que matam uma língua, mas sim a falta de uso ou a falta de falantes para mantê-la viva. Acho que o português brasileiro não correrá esse risco por um bom tempo.

 

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Chamamos de “língua morta” aquelas que não têm mais falantes nativos e que não são aprendidas por crianças naturalmente, mas que podem ser estudadas por estarem registradas em documentos! Se não houver registro, a língua não é considerada morta e sim extinta. Algumas línguas mortas são o latim, o sânscrito, o chinês antigo, o grego […]

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15 Junho 2016

Muita gente se sente mal com o conhecimento que tem de língua portuguesa porque acha que não sabe falar a própria língua. Muita gente desiste de estudar porque sente que está muito longe de chegar “lá”. Acontece que o “lá” não existe. Com a quantidade de informações e conhecimentos disponíveis nos dias de hoje, é impossível aprender TUDO o que é passível de ser aprendido. Não dá pra esperar que todos saibam as mesmas coisas, que dominem os mesmos conceitos, que conheçam as mesmas teorias. Não dá mais pra valorizar só um tipo de conhecimento! Na área de língua e linguagens, o raciocínio é o mesmo. Se você é falante de português, já sabe, de maneira intuitiva, muitas “regras” que nem imagina. Por isso sempre frisamos que ensinamos português para proporcionar uma ampliação de conhecimentos, não para impor uma variedade linguística a uma pessoa que não é falante dela. Em qualquer setor da vida, temos convicção de que VOCÊ SABE MUITO MAIS DO QUE IMAGINA.
Livre-se das mentiras que te contaram.
Nossa relação com o conhecimento está se transformando.
Não faz mais parte do jogo decorar “regras”.
Não faz sentido aceitarmos que os temas que escolheram para estudarmos são de fato os temas imprescindíveis.
Não faz sentido essa competição diária para ver quem “sabe mais”.
Não faz sentido discriminar alguém que não tem os mesmos conhecimentos que nós, ou nos sentirmos inferiores quando somos nós os “ignorantes” diante de outras pessoas.
Não faz sentido essa fase de “consumismo intelectual”, em que a gente só aprende para provar que aprendeu.
Não faz sentido aceitarmos modelos de ensino que mal sabemos quem criou, ou por quê.
Estudar não pode mais ser uma fonte de rivalidade, nem de submissão, nem de sofrimento.
Aprenda a valorizar os conhecimentos que você já tem e a DECIDIR quais são aqueles que ainda quer ter. Não é preciso saber tudo sobre tudo.
Você JÁ sabe mais do que imagina.  🙂

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Muita gente se sente mal com o conhecimento que tem de língua portuguesa porque acha que não sabe falar a própria língua. Muita gente desiste de estudar porque sente que está muito longe de chegar “lá”. Acontece que o “lá” não existe. Com a quantidade de informações e conhecimentos disponíveis nos dias de hoje, é […]

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19 Abril 2016
[Escrito por Gustavo Eiji Kaneto]
A câmara dos deputados pode não ser diversa nos quesitos gênero, idade, cor da pele… mas tem gente lá de todos os estados, de muitos sotaques. Uma amostra bem diversa da língua portuguesa que se pode encontrar no Brasil.
Não vamos usar “não sabe falar português” como crítica, portanto. Nenhuma fala de brasileiro faz uso corretíssimo e completo (ainda bem) de plural, concordância, regência… sotaques diferentes usam (e desusam) essas regras de maneiras diversas. E isso não faz da pessoa menos inteligente.
Conseguir seguir a norma culta da gramática – um monte de regras, algumas mais “naturais”, outras simplesmente cagadas – é bem diferente de conseguir articular ideias, se comunicar bem e fazer política (no bom sentido; não “ser politiqueiro”).
Tem um monte de coisa pra ser dita sobre esse assunto, mas vou destacar uma: o português culto hoje está construído em cima de muitos “erros” – variações, na verdade – de fala.
Se você acha engraçado alguém que fala “otcho”, em vez de “oiTo”, lembre-se que talvez você fale “tchitchia”, em vez de “TiTia”. E, além, é mais provável que você fale “oitU” e não “oitO”.
Se você acha ignorância, talvez até sinal de atraso cognitivo, alguém falar “pranta” e “cráudia”, aham, senta lá. “Escravo” é sclavus em latim, esclave em francês e esclavo em espanhol.
A língua, suas normas e variações têm sido bastante usadas para dominação sociocultural (Por que falamos português no Brasil, mesmo? Por que só se fala português na Câmara?), mas podemos evitar entrar nesse jogo. Podemos até tentar virá-lo.
(Se você visse como a Acadamia Brasileira de Letras decidiu certas coisas sobre a aplicação do novo Acordo Ortográfico cá em textos brasileiros, você ia se sentir bem mais livre pra escrever do jeito que você quiser.)
E se você quiser ler mais sobre o assunto, vê esse livrinho aqui: Preconceito Linguístico, do Marcos Bagno.
dep

[Escrito por Gustavo Eiji Kaneto] A câmara dos deputados pode não ser diversa nos quesitos gênero, idade, cor da pele… mas tem gente lá de todos os estados, de muitos sotaques. Uma amostra bem diversa da língua portuguesa que se pode encontrar no Brasil. Não vamos usar “não sabe falar português” como crítica, portanto. Nenhuma […]

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