4 Julho 2021

No livro Mitos de Linguagem (@editoraparabola), o professor Gabriel de Ávila Othero afirma que a ideia de que existe um português correto, que todos estudam na escola por mais de dez anos e raramente dominam, reforça o sentimento de que a língua portuguesa é algo realmente inatingível. Mas isso se deve à forma como vemos (e ensinamos) a gramática normativa.⁣

Em resposta à ideia de que o português figura entre as línguas mais difíceis do mundo, o autor esclarece que NÃO se pode afirmar a existência de um grupo de línguas fáceis e difíceis em si. A explicação é que algumas línguas podem ser mais “simples” que outras em alguns aspectos específicos e, ao mesmo tempo, ser mais “complexas” em outros. E de onde vem a impressão de que há línguas mais fáceis, como o inglês, por exemplo? ⁣

Othero explica que costumamos julgar o grau de dificuldade de alguma língua também por comparação à nossa própria língua (o que é diferente de considerar a língua simplesmente fácil ou difícil por si).⁣ Ou seja, tudo bem se você, brasileiro, acha mais fácil aprender espanhol que russo. Mas isso não significa que, de maneira objetiva, uma seja mais difícil ou fácil que a outra.

Para o professor, talvez se possa afirmar que a única língua mais simples de fato seria uma língua não natural, uma língua artificial (como o esperanto, criado com o intuito de que se tornasse uma segunda língua universal, razão pela qual suas regras gramaticais buscam simplicidade e lógica). ⁣

Vamos ouvir mais uma especialista? Com a palavra, a linguista Margarida Petter: “Ao comparar as línguas em qualquer que seja o aspecto observado, o linguista constata que elas não são melhores nem piores; são, simplesmente, diferentes. Tampouco encontram-se evidências de uma língua que esteja próxima do princípio de uma escala evolutiva, que possa ser considerada primitiva em relação a outras já evoluídas”.⁣

No livro Mitos de Linguagem (@editoraparabola), o professor Gabriel de Ávila Othero afirma que a ideia de que existe um português correto, que todos estudam na escola por mais de dez anos e raramente dominam, reforça o sentimento de que a língua portuguesa é algo realmente inatingível. Mas isso se deve à forma como vemos […]

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29 Novembro 2020

Leia:

Em qual das mensagens vemos que a pessoa ainda está desconfiada sobre a suposta mentira? ⁣

🔸Aqui temos um exemplo de sutilezas da língua! Não consigo derivar uma “regra” desse exemplo, mas é uma ocorrência comum no dia a dia. ⁣

🔸A resposta “Eu sei!” sugere que a pessoa realmente sabe e está reafirmando isso. A resposta “Sei!” sugere desconfiança. ⁣

Quem chamou minha atenção para isso foi meu pai, que daria um ótimo linguista! 😍⁣

🔸Em outros contextos, a presença ou a ausência do pronome pode ter outros efeitos. Imagine uma festa cheia de amigos. Alguém grita “Vocês querem que eu troque a música?”. A resposta “Quero!” é suficiente para expressar o próprio desejo, mas, ao dizer “Eu quero!”, a pessoa coloca o “eu” em evidência, podendo sugerir algo como “mas não sei se os outros também querem”. Isso não está escrito nas gramáticas, viu? Estou imaginando SITUAÇÕES e SENTIDOS POSSÍVEIS. ⁣

Essas sutilezas que observamos no dia a dia são fundamentais para interpretar textos (escritos ou orais). ⁣

E você, conseguiu entender a diferença ao ler as duas mensagens da imagem?

Leia: Em qual das mensagens vemos que a pessoa ainda está desconfiada sobre a suposta mentira? ⁣ ⁣ 🔸Aqui temos um exemplo de sutilezas da língua! Não consigo derivar uma “regra” desse exemplo, mas é uma ocorrência comum no dia a dia. ⁣ ⁣ 🔸A resposta “Eu sei!” sugere que a pessoa realmente sabe e […]

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26 Junho 2020

Dica: O verbo INTERVIR é derivado do verbo VIR. Portanto, os dois são conjugados da mesma maneira. Exemplos:

Eu vim > Eu intervim.

Ele veio > Ele interveio.

Eles vieram > Eles intervieram.


Se eles vierem > Se eles intervierem.

Vale o mesmo para os verbos CONVIR (“Quando isso convier, eu farei”), PROVIR, ADVIR e SOBREVIR, por exemplo.

Dica: O verbo INTERVIR é derivado do verbo VIR. Portanto, os dois são conjugados da mesma maneira. Exemplos:Eu vim > Eu intervim.Ele veio > Ele interveio.Eles vieram > Eles intervieram. Se eles vierem > Se eles intervierem.Vale o mesmo para os verbos CONVIR (“Quando isso convier, eu farei”), PROVIR, ADVIR e SOBREVIR, por exemplo.

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26 Junho 2020

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