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03.Fev.2016



Recuperamos algumas das nossas postagens mais populares para ver se você se lembra!

1- “A decoração foi feita com tons PASTEL”.
Cores que têm o mesmo nome de objetos concretos nunca vão pro plural: “Adoro meus vestidos rosa”, “Compramos duas camisas vinho” etc.

2- “No verão, eu SUO muito”.
O verbo SUAR é conjugado assim! Quem “soa” é o sino.

3- “Aquela cena me deu UM dó!”
Dó é um substantivo masculino.

4- “AONDE você vai?”
Só usamos AONDE com verbos que exigem a preposição A: vamos A algum lugar, levamos alguém A algum lugar, e assim por diante. Nos outros casos, usamos ONDE: “Onde você mora?”.

5- “O detalhe passou DESPERCEBIDO”.
Despercebido = sem que ninguém percebesse. Desapercebido = descuidado, desprevenido.

6- “Acabo de CALÇAR minhas luvas!”
“Calçar” é o verbo mais adequado para falar sobre colocar as luvas, e não “vestir”! É o mesmo pra meias e sapatos.

7- “O Santos é o time MAIS BEM PREPARADO do campeonato”.
Antes de particípios (em geral, as palavras terminadas em “ado” ou “ada”), usamos “mais bem”, e não “melhor”. Outro exemplo: “No interior, a renda é mais bem distribuída”.

8- “Eu já TINHA IMPRIMIDO nosso trabalho”.
Imprimir tem duas formas. Com os verbos TER ou HAVER, usamos a forma longa (“Eles haviam imprimido…”). Nos outros casos, usamos IMPRESSO: “Os documentos estão impressos”, “Os livros foram impressos com sucesso”.

9- “FAZ 10 anos que mudamos para cá”.
Quando tem sentido de tempo transcorrido, o verbo FAZER nunca vai para o plural.

10- “Agradecemos A todos”.
Não acontece crase antes de palavras como “todos”, “todas”, “você”, “ele”, “ela”… Crase só acontece antes de palavra feminina precedida pelo artigo a. Portanto, ao escrever e-mails, o ideal é o “Boa tarde a todos”, por exemplo.

11- “Pintei A mão enquanto pintava a parede À mão”.
Quem pinta a mão tem o objetivo de ficar com a mão colorida. Quem pinta à mão faz alguma pintura usando a mão.

12- “Tenho certeza DE QUE eles virão”.
Quem tem certeza tem certeza DE algo. Outros exemplos: Tenho vontade DE que você venha (vontade DE algo); Tínhamos medo DE que você se zangasse (medo DE algo).

13- “HAVIA muitas pessoas na festa”.
Com sentido de “existir”, o verbo HAVER não vai pro plural.

14- “VAI HAVER protestos amanhã?”
O auxiliar que acompanhar o verbo “haver”, quando este tiver sentido de “existir”, também fica no singular. Outros exemplos: “Deve haver algumas notícias equivocadas sobre esse evento”, “Pode ter havido muitos problemas, mas não fomos informados”.

15- “Esta é a área de NÃO FUMANTES”.
O acordo ortográfico aboliu o hífen quando o “não” funciona como prefixo. Outros exemplos são: organização não governamental, filme de não ficção, o não cumprimento das normas etc.

Quem já sabe essas dicas de cor não pode se esquecer de outros pontos importantes:
● Conhecer as convenções oficiais da língua não apresenta qualquer relação com inteligência ou falta dela. Não discriminemos quem não domina as mesmas “regras” que nós!
● Em geral, o preconceito linguístico é um modo de esconder um preconceito social. Refletir sobre o incômodo causado por “erros” cometidos por outras pessoas é um jeito de a gente se policiar e aprender a respeitar a variedade de modos de falar.
● A correção gramatical não é tudo nessa vida, e a gramática nem é o lugar das certezas absolutas.
● Se essas observações não fazem sentido para você, sugerimos a leitura do texto “Menas é mais: a flor de Zíaco e outras histórias” :) http://www.portugueselegal.com.br/menas-e-mais-a-flor-de-ziaco-e-outras-historias/

Carol Pereira | @carolinajesper
Pablo Martins | @pblmartins
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26.Dez.2015



Olá!

Neste vídeo, selecionamos algumas das dicas que compartilhamos em nossa página no Facebook e no Instagram ao longo de 2015. Acessando essas páginas, você encontra as explicações em contexto para cada uma das imagens.

 

30dicas

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17.Jul.2015



Oi, querido visitante!

Nosso site tem estado meio parado, não é? Por isso, gostaria de convidá-lo a visitar outras redes em que estamos mais ativos: o Facebook e o Instagram. Mesmo que você não tenha contas nesses lugares, consegue visualizar todo o conteúdo que postamos. Não deixe de nos visitar! Pra finalizar esse recado, fiquem com a postagem do dia:

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pel11

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30.Abr.2015



O senso comum costuma acreditar que o melhor professor de uma língua estrangeira é o nativo, aquele que cresceu falando o idioma e que, portanto, deve ter maior domínio sobre seu vocabulário e estruturas sintáticas. Para quem se encaixa nesse perfil, o argumento funciona como uma jogada de marketing implacável: estampar os dizeres “professor nativo” em cartões de visita é uma ótima estratégia para valorizar o passe. Para os alunos, por outro lado, a informação ajuda a estimular investimentos financeiros: não vale a pena gastar um pouco mais e aprender um idioma com alguém que sempre fez uso dele sem esforços? Claro que sim! (cof cof)

A maneira mais fácil de contestar esse argumento é perguntar aos nossos amigos brasileiros se se sentem aptos a lecionar o português, seja para outros brasileiros ou para um aluno estrangeiro. Somos, todos nós, falantes fluentes e proficientes do português brasileiro, conhecedores de um vocabulário vasto e de todas as estruturas necessárias para nos expressar, seja lá qual for a variante do português que empregamos. Poucos de nós, porém, têm o conhecimento necessário da língua para ensiná-la. O que justifica, então, a falsa ideia de um professor estrangeiro é tudo o que um aluno pode querer?

Suponho que a primeira resposta esteja relacionada à mania dos brasileiros de achar que não sabem o português e que as pessoas de países supostamente mais desenvolvidos dominam as estruturas e nomenclaturas ensinadas em ambiente escolar. Ao contrário do que pensamos, o que acontece com os brasileiros é o que acontece com qualquer ser humano de qualquer lugar do planeta: a língua que usamos no dia a dia não corresponde à língua registrada nas gramáticas. No mundo todo, todos cometem desvios e nem todos conhecem a língua padrão. E mais: não há nada de errado nisso. A única conclusão a se depreender daí é que ter nascido na Inglaterra, na França ou no Canadá, por exemplo, não faz de ninguém um professor por excelência. O mesmo acontece na área de tradução: não é por que alguém morou por anos em outro país que se transformou em um tradutor habilitado daquele idioma! Ensinar, traduzir, revisar, tudo isso requer muito estudo.

A segunda resposta que eu daria pra pergunta “Por que se sonha com professores estrangeiros?” pode ser traduzida na fala de quem diz querer aprender “sem sotaque”. Imagino um gringo comemorando o fato de ter encontrado um professor brasileiro, crendo que poderá aprender o português sem sotaque. Não é só um estrangeiro falando outro idioma que tem sotaque; todo mundo tem, falando a língua que for. Portanto, além do inevitável sotaque que já acrescentaremos à língua que formos aprender, o sotaque característico da região de onde vem nosso suposto “nativo sem sotaque” estará presente. Algum problema nisso? Nenhum.

Também é possível pensar, não sem certa dose de preconceito, que pode ser mais chique ter um professor nativo. Sei que provavelmente a minoria das pessoas procuraria um professor nativo por esse motivo, mas já que estamos elencando possibilidades, não custa incluir também esta.

Não pretendo, com essa reflexão, dissuadir ninguém quanto a ter um professor nativo. Quem tem o objetivo de praticar a “conversação” pode se beneficiar imensamente tendo um professor cuja proficiência é inquestionável, por exemplo.

Também existem muitos nativos que se preparam para lecionar e que, como os outros professores, devem ser valorizados. O objetivo deste texto é somente assegurar aos leitores que professores brasileiros podem, sim, lecionar um idioma estrangeiro com excelência, e que professores nativos não são garantia de aulas brilhantes (embora isso possa acontecer). Uma última comparação é que o professor brasileiro, por ter domínio das duas línguas, conhece os pontos de dificuldade que o aprendizado pode apresentar, o que não aconteceria com um professor que não domina o português.

Se você tem um bom professor, portanto, não se lamente pela nacionalidade dele. A gente garante que isso é o de menos.

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