12 Outubro 2018

Olá, professores e diretores de escolas que aderiram ao PNLD Literário 2018!

Neste mês de outubro de 2018, vocês têm a importante tarefa de selecionar os livros literários que serão enviados para seus alunos. Como há ótimas e variadas opções, decidi escrever a vocês para indicar uma obra da qual sou grande admiradora. É uma excelente notícia saber que tantos alunos terão a chance de ler livros tão preciosos quanto aqueles selecionados para o PNLD Literário 2018!

Minha indicação é uma obra chamada Mindinho maior de todos, com poemas de Juliana Valverde e ilustrações de Feres Khoury. O universo infantil está contemplado no livro por meio de poemas muito instigantes, sonoramente agradáveis, permeados por assuntos como mundos e seres imaginários, o medo, a casa, o amigo, o irmão mais novo, a mãe, fadas e assim por diante. Você pode conhecer estas maravilhas clicando aqui.

Além disso, as imagens do livro fazem dele uma verdadeira coletânea de arte ao alcance dos alunos. Juntos, os textos e as imagens convidam os leitores a reflexões sobre importantes elementos de nossas vidas e sobre emoções humanas. Tudo isso faz dessa obra muito significativa para as mais variadas faixas etárias, sobretudo para crianças entre 8 e 11 anos.

Nas primeiras leituras, você e seus alunos certamente viverão momentos muito agradáveis de fruição literária e estética. Para além da fruição, o livro também pode constituir uma importante ferramenta pedagógica, pois contribui para a formação de leitores, para o estudo do gênero poema e para a ampliação do repertório dos alunos. Há um material de apoio ao professor bem completo e você pode conhecê-lo previamente clicando aqui.

A escolha do PNLD Literário 2018 ocorrerá do dia 18/10 ao dia 31/10. Fique atento ao prazo!

Veja mais informações:

 

Professores e dirigentes participam juntos dessa importante decisão. Depois, os diretores registram as escolhas no site pddeinterativo.mec.gov.br.

Não deixe de participar! Acesse o Guia Digital do PNLD Literário clicando aqui.

Você pode assistir à leitura de um dos poemas feita pelo Pablo Martins em nosso canal:

 

Boas escolhas!

 

Olá, professores e diretores de escolas que aderiram ao PNLD Literário 2018! Neste mês de outubro de 2018, vocês têm a importante tarefa de selecionar os livros literários que serão enviados para seus alunos. Como há ótimas e variadas opções, decidi escrever a vocês para indicar uma obra da qual sou grande admiradora. É uma […]

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16 Setembro 2018

 

“Gente que quer um romance como o de Romeu e Julieta sem saber que foi um romance de três dias e seis mortos. É preciso ler!”

A placa é divertida, sem dúvida, e certamente desperta a simpatia de quem conhece a obra. Mas ela também suscita muitos questionamentos:

Que livros leríamos se não soubéssemos quais são considerados leitura obrigatória nos dias de hoje?
Mais vale um repertório amplo e variado ou um repertório enxuto e composto por obras que têm sido eleitas como canônicas?
A literatura pode invadir nossas vidas de tal forma que citamos suas referências mesmo sem conhecimento profundo, ou é preciso ser preciso ao recorrer ao mundo literário?
Os critérios de quem define o cânone literário são universais?
De que modo o imaginário popular acerca de enredos e personagens literários de livros que não foram lidos se relaciona à literatura? Há impactos, efeitos, influências?
A popularização de ideias relacionadas a livros não lidos aproxima ou afasta as pessoas da leitura?
Quem define o que deveria ser lido por todos? E quanto às grandes obras às quais esse grupo eventualmente não tenha tido acesso?
Será que existe um repertório básico obrigatório a todo bom leitor?
Como interpretar o fato de uma obra como Romeu e Julieta habitar o imaginário popular como modelo de amor romântico?
Perguntas…

 

Tradução: Romeu e Julieta não é uma história de amor. Trata-se de um relacionamento de 3 dias entre uma pessoa de 13 anos e outra de 17 que resultou em 6 mortes. Atenciosamente, todos que leram o livro.

  “Gente que quer um romance como o de Romeu e Julieta sem saber que foi um romance de três dias e seis mortos. É preciso ler!” A placa é divertida, sem dúvida, e certamente desperta a simpatia de quem conhece a obra. Mas ela também suscita muitos questionamentos: Que livros leríamos se não soubéssemos […]

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27 Outubro 2017

Uma novidade no Enem 2017 é que a Justiça Federal suspendeu dia 25/10 aquela regra que prevê punição aos candidatos que desrespeitem os direitos humanos na redação da prova. Nos anos anteriores, ferir os direitos humanos era um dos motivos para o candidato zerar automaticamente na redação, de maneira que os outros aspectos nem eram avaliados.

O MEC ainda não foi informado oficialmente e o INEP está reforçando que vai continuar com a mesma avaliação, mas pode ser que agora você possa se posicionar contra os direitos humanos! Mesmo assim, NÃO DEVE.
Vou explicar por quê.

1. Na redação, o participante deve escrever sobre um tema de ordem social, científica, cultural ou política relevante para o momento presente no Brasil. Também é uma exigência que a redação apresente uma proposta de intervenção social para o problema apresentado. Se os argumentos não forem consistentes, estruturados com coerência e coesão, o participante também será lesado perdendo pontos. Como é muito difícil encontrar argumentos consistentes contra os direitos humanos, é bastante improvável que quem o faça consiga uma boa pontuação.

2. Os temas trazidos pelo ENEM são complexos, o que justifica sua relevância na prova. Não haveria motivo para fazerem uma proposta com tema simples, de solução fácil, que não careça de debate. Se um determinado problema está sendo apresentado para reflexão de milhares de estudantes, é por ser considerado um desafio para a sociedade. Sendo assim, qualquer sugestão radical ou “fácil” torna a argumentação INCONSISTENTE, o que acontece em ideias como jogar uma bomba no congresso; proibir todas as religiões do mundo; impor à população uma “ideologia única”; defender tortura ou execução sumária; defender “justiça com as próprias mãos”; aprovar violência motivada por questões de raça, etnia, gênero, credo, condição física, origem geográfica ou socioeconômica etc.

3. Um dos critérios de avaliação da redação é a compreensão da proposta e a aplicação de conceitos das várias áreas do conhecimento. Qualquer solução fácil ou radical está inevitavelmente se desviando do que preconizam profissionais e cientistas que estudam nossa sociedade partindo de diferentes pontos de vista. Ao propor uma solução para a situação apresentada, é preciso pensar em detalhes: quem vai executar, como, fazendo o que, de que modo, com que finalidade. Se esse detalhamento faz o candidato se sentir planejando um atentado terrorista, tem algo de errado aí (e ganhando ou não o ZERO dos direitos humanos, alguns dos critérios serão zerados com certeza). Claro: esse detalhamento também vale para assuntos que são responsabilidade governamental.

4. Existem 5 critérios de avaliação da redação do ENEM: dois deles são linguísticos e os demais são relacionados à capacidade de analisar, relacionar, selecionar, organizar e interpretar informações, fatos, opiniões e argumentos em defesa de um ponto de vista. Qualquer pessoa que apresente uma única visão, sobretudo se for brusca ou drástica, vai falhar nesses três e não vai atingir nem metade da nota possível.

5. Outra coisa que ainda garante nota zero para a redação é a fuga total ao tema. Por isso, se o candidato chega com ideias prontas para depreciar os direitos humanos, corre um risco ENORME de perder o foco. Tentar adivinhar o tema ou decorar frases feitas é FURADA. Quem quer ir bem precisa se dedicar com atenção à leitura da coletânea de textos apresentada na prova, mobilizar os conhecimentos que já tem sobre o assunto e tirar dali uma análise razoável, sensata, ponderada.

No fundo, acho que a decisão da Justiça Federal foi alardeada de modo exagerado e desnecessário pelos irresponsáveis que apoiam o Escola Sem Partido (projeto de nome excelente e com conteúdo enganoso, inconsistente e irresponsável).

A educação se baseia em pilares que incluem o direito à diversidade (étnica, religiosa, de gênero) e o direito à liberdade de expressão (O Brasil é signatário da Declaração Universal dos Direitos Humanos, portanto a liberdade de expressão está condicionada ao respeito pelos direitos humanos). A orientação para a redação do Enem 2017 é que todos continuem respeitando essas ideias.

Para quem quiser mais detalhes, pode ler a Cartilha do participante do Enem 2017 ou se informar melhor sobre os direitos humanos.

Uma novidade no Enem 2017 é que a Justiça Federal suspendeu dia 25/10 aquela regra que prevê punição aos candidatos que desrespeitem os direitos humanos na redação da prova. Nos anos anteriores, ferir os direitos humanos era um dos motivos para o candidato zerar automaticamente na redação, de maneira que os outros aspectos nem eram […]

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25 Outubro 2017
Cada dia mais a avaliação dos conhecimentos está pendendo para o lado da REFLEXÃO e se afastando da simples memorização.
Isso é ótimo, uma vez que jamais seremos capazes de memorizar a crescente quantidade de informações que existe no mundo.
Como o ENEM segue essa tendência, não é de se estranhar que tenhamos encontrado em provas anteriores atividades que não exigem exatamente um conhecimento prévio, mas sim uma capacidade de análise de dados do mundo e de textos de naturezas variadas (como gráfico e tabela, por exemplo, que podem até ter elementos verbais, mas são sobretudo visuais).
No vídeo de hoje, contamos com a ajuda da Júlia, a Matemaníaca, para analisar duas questões de matemática do Enem (2015 e 2016) que podem ser resolvidas somente com interpretação de texto, sem fazer contas ou decorar algoritmos.
É claro que fazer contas ou usar algoritmos para resolver problemas também são habilidades importantes, mas não é menos importante saber que você pode respirar fundo e ir fazer a prova se sentindo SEGURO com a certeza de que sua capacidade de análise e reflexão também será valorizada.
Leia a prova com calma e atenção; grife as partes mais importantes de cada enunciado; verifique se há dados “sobrando”, que podem te confundir apesar de não serem essenciais para a resolução do exercício e não se assuste ao bater o olho em uma atividade cheia de gráficos ou tabelas pensando que não vai conseguir. Para saber mais, assista:

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Cada dia mais a avaliação dos conhecimentos está pendendo para o lado da REFLEXÃO e se afastando da simples memorização. Isso é ótimo, uma vez que jamais seremos capazes de memorizar a crescente quantidade de informações que existe no mundo. Como o ENEM segue essa tendência, não é de se estranhar que tenhamos encontrado em […]

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