Português é legal




4 Julho 2018
Usamos “nenhum” com sentido de nada ou ninguém, enquanto “nem um” tem o sentido de “nem sequer um”, “nem um único” ou “nem ao menos um”. O mesmo com os femininos.
Veja:
“Nenhum aluno veio à aula.”
Ninguém veio à aula.
“Nem um aluno veio à aula.”
O mínimo que se esperava era que um aluno viesse, mas nem mesmo um aluno veio.
_____
“Não tenho dinheiro nenhum.”
Não tenho nada de dinheiro.”
“Não tenho nem uma moeda.”
Eu poderia, pelo menos, ter uma moedinha, mas não tenho nem isso.
“Não tenho nenhuma moeda.”
Só tenho cédulas, nada de moedas.

Usamos “nenhum” com sentido de nada ou ninguém, enquanto “nem um” tem o sentido de “nem sequer um”, “nem um único” ou “nem ao menos um”. O mesmo com os femininos. Veja: “Nenhum aluno veio à aula.” Ninguém veio à aula. “Nem um aluno veio à aula.” O mínimo que se esperava era que um […]

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Léo Ottesen é escritor, poeta e professor de escrita criativa.



29 Dezembro 2017

BEBEDOURO é o nome daquele aparelho com água encanada com um pequeno jato. É, portanto, o lugar onde se bebe água.

O sufixo DOURO tem origem latina e costuma indicar um lugar onde se realiza uma determinada ação. Outros exemplos seriam COMEDOURO (lugar ou recipiente onde os animais se alimentam), SUMIDOURO (abertura por onde algo se escoa ou some), MIRADOURO (o mesmo que mirante; lugar de onde se observa algo) e MATADOURO (lugar onde gados são abatidos).

Outro sufixo que também tem ideia de lugar é TÓRIO, como sanatório, escritório, refeitório, consultório etc.

A palavra BEBEDOR indica aquele que bebe. O sufixo DOR costuma expressar o agente de uma ação, como em narrador, mobilizador, lavrador, mediador, pacificador, coordenador, provedor, caçador, predador, vencedor, consumidor, traidor, orientador, morador etc.

No entanto, a troca de sufixos é comum na língua popular. Por exemplo: o ESCORREGADOR não é a pessoa que escorrega e sim o lugar onde se escorrega. O CORREDOR pode não ser somente a pessoa que corre, mas também um lugar estreito em casas e prédios. Ou seja, nem sempre a fronteira semântica é tão rígida assim.

BEBEDOURO é o nome daquele aparelho com água encanada com um pequeno jato. É, portanto, o lugar onde se bebe água. O sufixo DOURO tem origem latina e costuma indicar um lugar onde se realiza uma determinada ação. Outros exemplos seriam COMEDOURO (lugar ou recipiente onde os animais se alimentam), SUMIDOURO (abertura por onde algo […]

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Nossa missão é combater o preconceito linguístico e dar dicas sobre o padrão da língua, que todos têm o direito de conhecer.



13 Março 2017

Muitos dicionários definem a ironia como uma figura por meio da qual dizemos o contrário daquilo que realmente pretendemos expressar. No entanto, essa característica não é suficiente para ensinar alguém a ser irônico, principalmente por escrito, quando não contamos com o recurso da entonação. Neste vídeo, Carol ensina outros aspectos para quem quer ser irônico por escrito. Assistam e se inscrevam em nosso canal!

 

Muitos dicionários definem a ironia como uma figura por meio da qual dizemos o contrário daquilo que realmente pretendemos expressar. No entanto, essa característica não é suficiente para ensinar alguém a ser irônico, principalmente por escrito, quando não contamos com o recurso da entonação. Neste vídeo, Carol ensina outros aspectos para quem quer ser irônico […]

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3 Fevereiro 2016

Recuperamos algumas das nossas postagens mais populares para ver se você se lembra!

1- “A decoração foi feita com tons PASTEL”.
Cores que têm o mesmo nome de objetos concretos nunca vão pro plural: “Adoro meus vestidos rosa”, “Compramos duas camisas vinho” etc.

2- “No verão, eu SUO muito”.
O verbo SUAR é conjugado assim! Quem “soa” é o sino.

3- “Aquela cena me deu UM dó!”
Dó é um substantivo masculino.

4- “AONDE você vai?”
Só usamos AONDE com verbos que exigem a preposição A: vamos A algum lugar, levamos alguém A algum lugar, e assim por diante. Nos outros casos, usamos ONDE: “Onde você mora?”.

5- “O detalhe passou DESPERCEBIDO”.
Despercebido = sem que ninguém percebesse. Desapercebido = descuidado, desprevenido.

6- “Acabo de CALÇAR minhas luvas!”
“Calçar” é o verbo mais adequado para falar sobre colocar as luvas, e não “vestir”! É o mesmo pra meias e sapatos.

7- “O Santos é o time MAIS BEM PREPARADO do campeonato”.
Antes de particípios (em geral, as palavras terminadas em “ado” ou “ada”), usamos “mais bem”, e não “melhor”. Outro exemplo: “No interior, a renda é mais bem distribuída”.

8- “Eu já TINHA IMPRIMIDO nosso trabalho”.
Imprimir tem duas formas. Com os verbos TER ou HAVER, usamos a forma longa (“Eles haviam imprimido…”). Nos outros casos, usamos IMPRESSO: “Os documentos estão impressos”, “Os livros foram impressos com sucesso”.

9- “FAZ 10 anos que mudamos para cá”.
Quando tem sentido de tempo transcorrido, o verbo FAZER nunca vai para o plural.

10- “Agradecemos A todos”.
Não acontece crase antes de palavras como “todos”, “todas”, “você”, “ele”, “ela”… Crase só acontece antes de palavra feminina precedida pelo artigo a. Portanto, ao escrever e-mails, o ideal é o “Boa tarde a todos”, por exemplo.

11- “Pintei A mão enquanto pintava a parede À mão”.
Quem pinta a mão tem o objetivo de ficar com a mão colorida. Quem pinta à mão faz alguma pintura usando a mão.

12- “Tenho certeza DE QUE eles virão”.
Quem tem certeza tem certeza DE algo. Outros exemplos: Tenho vontade DE que você venha (vontade DE algo); Tínhamos medo DE que você se zangasse (medo DE algo).

13- “HAVIA muitas pessoas na festa”.
Com sentido de “existir”, o verbo HAVER não vai pro plural.

14- “VAI HAVER protestos amanhã?”
O auxiliar que acompanhar o verbo “haver”, quando este tiver sentido de “existir”, também fica no singular. Outros exemplos: “Deve haver algumas notícias equivocadas sobre esse evento”, “Pode ter havido muitos problemas, mas não fomos informados”.

15- “Esta é a área de NÃO FUMANTES”.
O acordo ortográfico aboliu o hífen quando o “não” funciona como prefixo. Outros exemplos são: organização não governamental, filme de não ficção, o não cumprimento das normas etc.

Quem já sabe essas dicas de cor não pode se esquecer de outros pontos importantes:
● Conhecer as convenções oficiais da língua não apresenta qualquer relação com inteligência ou falta dela. Não discriminemos quem não domina as mesmas “regras” que nós!
● Em geral, o preconceito linguístico é um modo de esconder um preconceito social. Refletir sobre o incômodo causado por “erros” cometidos por outras pessoas é um jeito de a gente se policiar e aprender a respeitar a variedade de modos de falar.
● A correção gramatical não é tudo nessa vida, e a gramática nem é o lugar das certezas absolutas.
● Se essas observações não fazem sentido para você, sugerimos a leitura do texto “Menas é mais: a flor de Zíaco e outras histórias” 🙂 http://www.portugueselegal.com.br/menas-e-mais-a-flor-de-ziaco-e-outras-historias/

Carol Pereira | @carolinajesper
Pablo Martins | @pblmartins
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Recuperamos algumas das nossas postagens mais populares para ver se você se lembra! 1- “A decoração foi feita com tons PASTEL”. Cores que têm o mesmo nome de objetos concretos nunca vão pro plural: “Adoro meus vestidos rosa”, “Compramos duas camisas vinho” etc. 2- “No verão, eu SUO muito”. O verbo SUAR é conjugado assim! […]

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